“Uns”

Uma preguiça dengosa, quase moleca, embalada por boa música ou o barulho do mar.
Uma bebida suave – que não seja sonsa, mas também não entorpeça os sentidos – permitindo saborear seu real sabor.
Uma prosa leve, pontuada por risadas e ausência de senões, expectativas e cobranças.
Um passeio despretensioso, mesmo que por apenas 5 ou 10 minutos, para lembrar que há um céu lindo lá fora.
Uma descoberta – independente da proporção e dos efeitos futuros do novo saber – para lembrar que o ser humano é um bicho eternamente em formação.
Um coração batendo acelerado, mãos levemente trêmulas, gestos e tom de voz hesitantes, provocados por uma paixão “de metrô” ou por temer perder aquele sorriso que tão bem faz a esse mesmo coração.
Um olhar além do óbvio, focado no que está nas entrelinhas, nos olhares fugidios, gestos atrapalhados e nas frases “tortas” por não saber a melhor forma de demonstrar o que se sente.
Um importar-se simplesmente por se importar. Sem condições.
Por fim, se permitir!
Simples assim. Ou, talvez, não tão simples assim.

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