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Planejamento digital: o exercício de observar e respeitar as pistas sociais

Um pouco do conteúdo apresentado no Share Talks SSA sobre como as novas condições ambientais e comportamentais afetam a relação dinâmica entre marcas e consumidores, realizado em Salvador, no dia 28 de outubro de 2017.

Há tantos elementos e acontecimentos que determinam como interpretamos e interagimos com o mundo que reduzir os consumidores em meia dúzia de clusters é simplista! 

Cada pessoa desempenha múltiplos papéis sociais (pai, filho, marido, funcionário, praticante de atividade física etc.), universos com suas próprias pistas sociais, mas que, dialeticamente, formam um indivíduo.

Soma-se a isso exercemos esses papéis sociais em contextos complexos, especialmente no que tange retenção de atenção do público por conta de cinco condições:

  • Somos impactados por hiperestímulos.
  • Facilidade de acesso aos meios
  • Somos conectados solitários.
  • Vivemos a dualidade entre ansiedade de estar informado sempre e o anseio por tempo de ócio.
  • O público é produtor-consumidor.

Por isso, desconfie do óbvio e use sem moderação as pistas sociais “deixadas” para planejar sua comunicação. E lembre-se que informação que não é transformada em insight que orienta planos acionáveis é sinônimo de bullshit. Mas, importante, não é sobre julgar, é sobre entender.

 

Estruturando as pistas sociais:

1º Escute, observe, capture e enxergue (não apenas olhe).

2º Estabeleça diagnóstico, isolando variáveis, mas sem perder noção do todo.

3º Busque mais informações para compreender o contexto e reavaliar as hipóteses/diagnóstico.

4º Formule um plano de ação.

5º Compartilhe/verbalize/coloque em prática o plano estratégico.

Mas, como bem ressalta José Mujica (Pepe)…

O desafio não é “comunicar” um produto ou serviço é construir percepção de valor que ele vale “x tempo de vida”Isso só é possível, conhecendo a fundo a tensão do consumidor.

Material na íntegra

Influenciadores digitais: aliados das marcas na produção de conteúdo de precisão

A forma como nos comunicamos mudou de modo expressivo em todas as instância, alterando nosso papel social nas relações de trabalho, no âmbito familiar/social e, por consequência, como consumidores.

A jornada do público deixa de ser um indicativo para ser um pressuposto das narrativas. Por meio de plataformas digitais que deixam ao alcance dos estrategistas cada vez mais pistas sociais, as campanhas dão lugar a experiências. O flerte – oportunista, com prazo de validade e pressupondo reações de impulso – dá lugar a uma troca mais embasada, de mão dupla, consciente, exigente e que construa minimamente a médio e longo prazo.

Nesse cenário, influenciadores que tragam endosso e autoridade sobre temas específicos se tornam aliados para o planejamento. O mundo “celebridade usando Monange” dá lugar a influenciadores com experiências reais. Contudo, independente da categoria em que se enquadrem (broadcaster, legitimador/especialista ou conector – classificações que podem ser estudas no artigo de ISHIDA, na referência abaixo), a relação com a marca e para o público precisa ser de ganha-ganha, ou seja, gerar enredos centrado no consumidor, com recursos narrativos que mesclem premissas de relevância e pertinência para todos os envolvidos. É menos sobre o universo que uma pessoa consegue impactar e mais sobre quais assuntos seu público se importará, razão pela qual os influenciadores precisam participar da cocriação das narrativas.

A era influenciadores (digitais ou offline) ativados como mídia é passado. Eles são produtores de conteúdo estratégico, que ajudam a nos aproximarmos dos consumidores, resultando em enredos assertivos, público genuinamente engajado, preservação do DNA dos canais dos influenciadores e da marca e otimização de ROI.

Infográfico resumo da palestra ministrada no Social Media Week SP 2017

Palestra na íntegra:

Sobre contar histórias

Jornalista por formação, planner por opção e contadora de histórias por decisão do coração. Sou assim. Brincar com fatos sempre fez parte da minha vida desde a infância. Lembro de episódios que se passaram quando tinha 5 anos (devidamente confirmados por testemunhas com mais idade :P).

O mundo só ganha sentido para mim quando consigo transformar o que se passa na frente dos meus olhos, nos relatos ouvidos de terceiros e nas minhas leituras em narrativas. Pode ser um texto (como esse que estão lendo), um desenho (coisa rara porque sou lamentável nesse quesito) ou um ppt. Lapido fatos em notícias; relacionamentos sociais em bem querer; histórias e dilemas de marcas em estratégias que dão origem a um planejamento.

Nos últimos anos, a maior parte das minhas histórias estão materializadas em ppts. Netshoes, Chivas, Itaú, Fundação Dom Cabral, Fundação Fenômenos, TNT, Warner e outras marcas que por dias ou semanas se tornaram minha “companhia”, meu assunto favorito. E a turma do Social Plus me convidou para falar sobre isso. Quem quiser conferir, vídeo completinho aqui 🙂