A síndrome do “cão que caiu do caminhão de mudança”

O mundo, as pessoas, o chefe, a família, o mercado ou os vizinhos não são vilões e você o (a) mocinho (a). Há pessoas que nos fazem mais bem do que mal e o contrário também; acontecimentos felizes e tristes; situações que nos favorecem e outras nem tanto. Tudo faz parte do pacote chamado “vida”. Lamente menos e economize sua energia e tempo para investir no que faz diferença: resolver o que está em suas mãos, o que depende de você.  Simples assim.

Cuidado com o cômodo clichê “o tempo resolve os problemas”. Se você tiver a mesma atitude todos os dias, pouco provável que uma situação mude mesmo depois de meses.  A resolução das situações está mais atrelada à nossa capacidade de se permitir sentir e agir conforme as “verdades” que habitam nossa mente e coração, mas que receamos falar em alto e bom som. Elas se tornam “fantasmas” e uma bagagem pesada e desnecessária quando ocultas. Fique com mente e coração livres para interagir com o novo e para outras histórias.

Quando fazemos referência a um episódio “ruim” que se passou em nossa vida para justificar uma determinada ação ou não ação raramente são traumas. São desculpas e muletas – conscientes ou inconscientes – que acionamos para nos proteger ou escapar de decisões.  Mais fácil justificar uma postura “covarde” se passando por vítima. Claro que traumas existem (e aos montes), mas são difíceis de “acessar” e nossa mente nos “protege” deles ao máximo, só aflorando em situações realmente intensas.

Compare menos, racionalize só o necessário e, principalmente,  não crie expectativas ou planos mirabolantes. Ser surpreendido com aquele sorriso tímido que você nem sonhava que existia, descobrir um talento que jamais cogitou ou aquela história de família que mais parece cena de comédia pastelão podem ser afrodisíacos.

E, por fim, abdique da perfeição. Ela é improvável e, depois de um tempo, desinteressante. Assegure-se de estar com quem  aflora a melhor versão de você mesmo.

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